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24 de Março de 2008
Com medo da chuva e da dengue

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A chuva não assusta mais o carioca só pela ameaça de enchente. Agora, ela também é sinônimo de dengue. Já são mais de 23.000 casos confirmados da doença só na capital. Segundo a Defesa Civil, 70% da responsabilidade em combater o mosquito é da própria população, já que os agentes encontram em muitas residências acúmulo de água limpa e parada.

A primeira atitude é fazer sua parte

Os cuidados básicos contra o mosquito todos já conhecem. Mais difícil é incluí-los na rotina diária. É melhor perder um tempinho todo dia checando se os vasinhos de planta não estão acumulando água ou se o quintal não está com poças, do que perder muitos dias de cama com dengue. Fora o risco, não é mesmo?

Quando você faz sua parte, mas o vizinho não

Mosquito não respeita paredes. O do vizinho vai entrar na sua casa também. Uma saída simples é conversar com seu vizinho, e pedir a ele que cheque se há focos do mosquito em sua casa. Caso ele não queira, não possa, não tenha tempo, você pode até se oferecer para fazê-lo. O mais importante é erradicar os possíveis focos.

No município do Rio, caso a conversa não tenha chegado a nenhuma solução, ou se a residência estiver vazia, você deve ligar para o Disque-Dengue, no telefone 2575-0007. A Secretaria Estadual de Saúde informou que vai lançar nesta semana um disque-denúncia da dengue para atender todo o estado. Fique de olho.

Em caso de suspeita da doença

Caso você esteja se sentindo mal, procure um médico. O único medicamento permitido em caso de suspeita de dengue é o paracetamol. E respeite rigorosamente o intervalo entre as doses. Tão ou mais perigosa do que a dengue é a hepatite medicamentosa, causada pelo uso excessivo do paracetamol. Não tome nenhuma outra medicação sem orientação médica.

Se você já teve dengue a prevenção deve ser redobrada. Ao contrair pela 2ª vez o vírus de sorotipo diferente é que surge o risco de desenvolver a dengue hemorrágica. Em caso de sintomas de hemorragia nas gengivas e nariz, vá imediatamente ao hospital mais próximo.
 
Quando o repelente pode ser uma saída

Se apesar de todo o cuidado, está difícil erradicar os focos de mosquito, abuse do repelente, de todo o tipo: para a pele, em espiral, elétrico, spray. Telas nas janelas e mosquiteiros nos quartos das crianças - que são as que mais sofrem com a doença. Mantenha-os longe de sua família a qualquer custo.

E se o Poder Público não aparece em seu bairro?

Não espere sentado. Organize um mutirão na sua rua, mobilize seus vizinhos. Vale tudo para combater os focos, seja em terreno baldio, na escola das crianças ou nas ruas após a chuva. Se o seu orçamento permitir, chame um serviço de dedetização. Eles possuem produtos e equipamentos para controle de mosquitos. Vale até uma vaquinha com seus vizinhos para dedetizar áreas comuns. Baixe aqui uma apostila da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a prevenção da dengue para lideranças comunitárias.


Postado por: Thais Lima


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No site da Secretaria Municipal de Saúde é possível ficar sabendo a incidência de dengue por bairros. Acesse a guia "População" e a seção "Sobre a Dengue". Assim, você pode saber se a localidade onde você mora está entre as mais atingidas e redobrar sua atenção com a prevenção da doença.
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Comentários

1. Moro na Penha, no RJ, sei que não é um dos bairros mais afetados pela dengue, mas todos dizem, o mosquito para pelas paredes e tenho observado que meus vizinhos não estão muito incomodados, até serem picados; hoje mesmo ví em várias casa, casos de plantas cheios de água, o que pode ser criadouro do mosquito; por aqui há muito não se vê agentes, muito me preocupo pois já tive dengue hemorrágica e tenho muito medo, mas de que adianta ter em minha casa todos os cuidados necessários se meus vizinhos não estão nem aí. Obrigada, Silvia

por Silvia Bonifacio | shcb@uol.com.br | 7/04/08 | 21:36

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